VIAJEI NOS SABORES EXÓTICOS DA AMAZÔNIA NO CAPIM SANTO

4.12.15 Simone Galib 0 Comments




 Fui conhecer nesta sexta-feira (4) o cardápio do Festival da Amazônia, que a estrelada chef Morena Leite, uma das pessoas que mais divulgam a gastronomia brasileira, planeja realizar ainda este mês no restaurante Capim Santo, aquele espaço verde e aconchegante, no coração dos Jardins, em São Paulo. E foi muito bom experimentar os sabores diferenciados dos temperos e dos ingredientes, vindos diretamente da floresta.
   


  
 O almoço foi feito a seis mãos. Morena recebeu seus convidados do Pará, o chef Ofir Oliveira e o chocolatier César de Mendes (de paletó), que nos surpreenderam com pratos criativos e de sabor único. Ofir Oliveira, que sabe tudo sobre as plantas da selva (ele me disse que também é um curandeiro de mão cheia) e que comanda o restaurante Sabor Selvagem, serviu entradinhas, como croquete de pato e unha de caranguejo. Mas isso era só o começo...


 Na sequência, trouxe o fumegante Caribé, também conhecido como caldo da caridade, uma espécie de Viagra da Amazônia, feito à base de farinha, água e espinhaço de peixe. Se funciona como Viagra não pude avaliar, mas é delicioso.


 Outras boas surpresas da tarde foram o Ravióli de Tapioca – nunca tinha provado essa variação da eclética tapioca – e o Peixe à capitoa, um tucunaré com molho arubé, que leva tucupi, camarão seco, lula e polvo frescos, servido com beiju. Dos deuses!

 Para finalizar, uma sobremesa super típica: bolinho de castanha-do-Pará fresca com creme leve de chocolate do Jari – este último feito com amêndoas de cacau selvagem da Floresta Amazônica, produzidas de forma sustentável em agricultura familiar.

 E, como se não bastassem todas essas exóticas delícias, teve ainda trufas recheadas com chocolate feito com a resina natural da árvore breu branco, que se cristaliza ao entrar em contato com o ar, virando pedrinhas, aromáticas e curativas. Elas são usadas tanto na culinária, quanto em defumação, até mesmo pelas igrejas locais, me contou o chef, com jeito de pajé.

 Além de cozinhar maravilhosamente bem, essa turma da selva é gente simples, carismática, muito criativa e que sabe aproveitar com maestria as ervas, temperos e essências oferecidos generosamente pela floresta. Saí de lá revigorada! 

Capim Santo
Rua Ministro Rocha Azevedo, 471, Jardins