EXÉRCITO NO COMANDO DA SEGURANÇA NO RIO X BLOCO DO MIMIMI INÚTIL!

16.2.18 Simone Galib 0 Comments

 
     O Brasil é um país muito curioso. Agora, alguns criticam a intervenção militar na segurança pública do Rio, onde a situação saiu fora de qualquer controle. E o Estado deu provas suficientes de que não tem a mínima condição de colocar a casa em ordem.  

  Até esta quinta-feira, 16 de fevereiro, a maioria se mostrava escandalizada com os assaltos, os arrastões, a morte de mais de 100 policiais nos últimos meses, as crianças feridas e mortas por balas perdidas, a dor das famílias que perderam filhos, maridos, esposas. Os cariocas pediam socorro!

  Muitos também se escandalizaram com o que aconteceu na cidade antes e durante o Carnaval - os vídeos viralizaram nas mídias sociais, enquanto as pessoas dançavam nas ruas como se nada estivesse acontecendo! Mas, aconteceu muita coisa e os números dessa violência nunca saberemos ao certo.

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  O prefeito foi para o exterior e o governador Pezão só acionou um esquema emergencial de segurança na terça-feira, 13, quando vários moradores, turistas e até artistas, como Juliana Paes e a banda Capital Inicial, tinham sido assaltados. Na passarela do samba, o caos do país e a precária situação do Rio viraram enredos e estamparam carros alegóricos. Os turistas lotaram a cidade, mesmo sabendo que correriam riscos: o Rio foi o destino mais procurado pelos brasileiros no Carnaval.

  Na quarta-feira de cinzas, 14, Pezão - em uma entrevista para a Globo - alegou que dimensionaram mal o evento mais concorrido do estado há décadas, como se o Carnaval fosse uma festa surpresa! E finalizou: "Acho que houve um erro da nossa parte." 

  Infelizmente, o Rio - a exemplo de outras capitais brasileiras - chegou ao fundo do poço. A corrupção "matou" o Estado e o crime nunca esteve tão organizado. Os comprovadamente corruptos são presos pela Lava-Jato, mas a instância maior da Justiça manda soltá-los, indignando a sociedade civil. 
  
  Então, qual seria a saída? Deixar tudo como está para ver como é que fica, principalmente em um ano eleitoral? Acreditar que a falta de segurança pública no Rio é um simples caso de polícia e que tudo seria resolvido nas urnas?

  Não estaria na hora de os brasileiros começarem a valorizar a vida humana que está acima de partidos políticos, ideologias e interesses pessoais dos que ganham muito com o crime, o descaso do próprio governo e a corrupção? Somente indignação e revolta pelas mídias sociais não resolvem o problema. É preciso ação!

    De fato, a função do Exército não é policial. Em uma situação normal, as Forças Armadas não deveriam estar nos morros tomando conta de brigas entre quadrilhas do tráfico e evitando assaltos nas ruas. Os soldados são treinados para a guerra. Mas, o que é hoje o Rio senão o palco de uma sangrenta guerrilha urbana?

  Ora, vamos deixar de lado a hipocrisia, o mimimi de sempre e entender que a impunidade tem um preço alto. O resultado agora é este: intervenção militar para permitir ao cidadão o direito de ir e vir, sem tomar um tiro e morrer no meio do caminho.

    Aos eternos críticos de plantão - sabe aquela turma do quanto pior, melhor? - fica a pergunta: que solução eles dariam ao Rio de Janeiro, fevereiro, março...? 


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