CUSTO BRASIL: POR QUE FLORES, LIVROS E CINEMA OU TEATRO SÃO PRESENTES MAIS BARATOS PARA AS MÃES?

11.5.18 Simone Galib 0 Comments

     Vivemos no país dos impostos altos e serviços proporcionalmente ruins. Aqui tudo é absurdamente caro, com taxas que podem chegar até a 60% do valor do produto. Mas, mãe é mãe. E, apesar do custo Brasil, como não dar um presente a ela neste domingo, 13 de maio? Para quem quer (ou precisa) economizar, saiba que livros, flores, ingressos de teatro ou cinema podem pesar menos no bolso.
   
  Sabe por que? Eles ainda têm as menores cargas tributárias embutidas nos preços, quando comparados a perfumes, relógios e cosméticos. Por exemplo: se você pagar R$ 50 por um livro, R$ 7,76 equivalem a impostos. É o presente com menor tributação (15,52%), segundo ranking de mais de 30 itens que a Associação Comercial de São Paulo pediu que fossem analisados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
  
  Se você levar sua mãe ao teatro ou ao cinema irá desembolsar 20,85% de impostos sobre o preço do ingresso. Já os que assistem a filmes ou seriados em casa, pagam 24,2% de carga tributária pelo conversor digital.
  
Agora, gente, olha só o peso dos impostos sobre aqueles presentes mais tradicionais que toda mãe e as mulheres em geral adoram:

Perfume (69,13%), relógio (56,14%), cosmético (55,27%), maquiagem (51,41%), joia (50,44%), calçado (36,17%), roupa (34,67%), óculos de sol (44,18%), bijuteria (43,36%), carteira (41,52%) e bolsa (39,95%).
Entre os utensílios domésticos, geladeira (46,21%), jogo de panelas (45,77%) jogo de pratos (44,76%), batedeira (44,37%) e TV (44,94%) também estão entre as tributações mais altas. 

Afinal, como funciona essa conta? “Por exemplo, sobre o preço final do perfume há incidência de ICMS (25%) e IPI (30%). Por outro lado, sobre o livro e a flor não incidem esses encargos”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).   

Apesar de os preços estarem nas alturas, a perspectiva do setor é positiva, porque o Dia das Mães é a segunda melhor data para o comércio, só perdendo para o Natal. A estimativa da ACSP é de crescimento entre 3% e 5% das vendas na capital paulista em relação ao ano passado.

Segundo o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, a elevada tributação dos presentes preferidos das mães deve-se ao fato de serem considerados bens supérfluos. "A tributação é muito concentrada no consumo, o que eleva os preços dos presentes e, muitas vezes, impede que o contribuinte consuma mais e melhor."

  Melhor mesmo é fazer compras nos Estados Unidos ou no Paraguai, apesar do câmbio desfavorável frente à desvalorização do real. Quem aguenta este custo Brasil?



0 comentários: