ELEIÇÕES 2018: HORA DE SEPARAR O JOIO DO TRIGO. VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?

1.10.18 Simone Galib 0 Comments

 
    Às vésperas das eleições presidenciais, o Brasil continua polarizado, assustado, desconfiado e muitos não sabem ainda em quem votar. Ou se sabem, não revelam seu voto por medo de retaliação.

  A semana foi movimentada nas redes, com ataques vindos de todos os lados. A retirada de parte do sigilo da deleção premiada do ex-ministro e homem forte do Lula, Antonio Palocci deu fôlego novo à corrida presidencial. Ele contou em detalhes como a organização criminosa, que jogou o país na maior crise da sua história, agiu nos últimos anos. E fala com conhecimento de causa, porque participou de várias transações. Foi muito dinheiro de propina! 

  Há pesquisas e debates diários nas emissoras de TV, muita discussão entre grupos extremos e entre os 13 candidatos, apenas dois realmente têm condições de ganhar o pleito ou de levá-lo ao segundo turno. A imprensa perde credibilidade à medida que se manifesta a favor deste ou de outro candidato ou publica reportagens consideradas tendenciosas pelo eleitorado.

  Mas, temos as mídias sociais, hoje o verdadeiro termômetro do quadro eleitoral e da situação real do país. Elas refletem os índices de indignidade, ódio, apoio, medo, confiança e desconfiança da sociedade. É tudo espontâneo, apesar das inúmeras fake news e dos robôs que nunca trabalharam tanto.

  Em meio a um turbilhão de informações que se propagam a cada segundo, é realmente difícil saber o que é mentira ou verdade. Fotos, vídeos e gravações de aúdios são manipulados. Há grupos contra e a favor. Temos que checar informações, verificando com cuidado as fontes, antes de compartilhar. Só que nem todo mundo faz isso e, assim, as notícias falsas se propagam feito ervas daninhas.

 Porém, são os novos tempos em que a tecnologia conecta todos e não dá para subestimar o poder da internet. Não dá para ignorar as discussões entre os internautas, algumas até mesmo assustadoras, porque as pessoas se ofendem sem a mínima necessidade e fazem campanha de graça e com muita naturalidade. Quem precisa hoje de marketeiro?

  Enquanto os internautas travam verdadeiras batalhas virtuais, os políticos fazem alianças entre si porque para eles o que interessa é o poder. Eles não estão aí para a opinião pública. É este o jogo. Os que estão fora querem entrar, e os que estão dentro não querem sair (alguns inclusive para não perder o foro privilegiado). E uma massa crescente de brasileiros clama por renovação.

 De fato, não temos grandes opções de escolha. A maioria dos candidatos vem com discursos repetitivos nos debates da TV, explorando assuntos como votos das mulheres, minorias, machismo, racismo, feminicídio... como se esses problemas fossem fenômenos recentes. Aqui, a violência atinge a todos, sem qualquer discriminação. 

  Ao contrário do que muitos pensam, não existe um salvador da pátria. Não será fácil reconstruir o que foi destruído - material e moralmente. Mas, temos a grande chance de afastar do poder essa quadrilha suprapartidária que tomou de assalto o país. É um recomeço que exige esforço de todos!

  Assim, como surgiram os procuradores do Ministério Público e os juízes com nova postura - e muita coragem - na força-tarefa da Lava-Jato, também poderão entrar para a política nomes que, talvez, consigam mudar o rumo deste país tão rico em recursos naturais e que foi governado por sanguessugas ao longo dos últimos anos.

  Se o poder emana do povo, a hora é agora. Não podemos sentir medo e muito menos entrar no jogo daqueles que tentam tocar o terror em toda a nação. Afinal, um povo dividido, é mais fácil de ser iludido, A hora é de escolha (não de ideologia política) e toda escolha demanda consciência. Temos a grande chance de decidir eliminar o que não queremos mais.

  O Brasil é relativamente jovem, mas já enfrentou muitas tempestades. Está na hora de amadurecer politicamente. Sobrevivemos à ditadura militar nos anos 1970, à hiperinflação nos anos 1980, ao saqueamento de poupanças na década de 90 e, a partir do ano 2000, a oito anos com Lula, cerca de seis com Dilma e à maior história de corrupção do mundo.

 Por que não iremos sobreviver às eleições de 2018?

  Basta decidirmos a favor do Brasil (sem qualquer fanatismo) -e contra os interesses pífios de políticos que apenas governam em causa própria.  Não podemos reeleger aqueles que foram afastados por corrupção e querem voltar ou ainda de certas camadas da sociedade civil que estão mais preocupadas em não perder benefícios do que com a própria pátria!

  Os que lutam contra a corrupção não são a favor da ditadura. Ao contrário: defendem um país mais ético, menos desigual e sem tanta farra com o dinheiro público. Somos nós, os pagadores dos altos impostos, que mantemos a quadrilha. Assim, temos todo o direito de não compactuar mais com esse modelo criminoso de fazer política.     
  
   Boa sorte, brasileiros. A coragem é virtude dos fortes!

    

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