NOVA ZELÂNDIA PEDE AOS EUA ENXERTOS DE PELE PARA TRATAR QUEIMADOS PELO VULCÃO

11.12.19 Simone Galib 0 Comments

          Dá para menosprezar a natureza? Não. Então, por que eram permitidas visitas a White Island, uma ilha desabitada a 49 km da costa da Nova Zelândia, lar do vulcão mais ativo do país e que nos últimos anos sempre registrou movimentações?

       Esta pergunta precisa ser respondida pelas agências turísticas e autoridades do país. Na segunda-feira (9), o vulcão Whakaari entrou em erupção, surpreendendo 47 visitantes que faziam um tour pela ilha. Todos eram passageiros de um navio de cruzeiro.

      Seis deles morreram, nove estão desaparecidos (sem chances de sobrevivência) e 29, internados. Muitos ficaram presos dentro da cratera. E a polícia abriu um processo criminal para investigar o acidente.

      Os que se salvaram, enfrentam sérios problemas. A situação é tão complicada que os médicos precisam de cerca de 120 m² de pele para continuar o tratamento. O diretor médico do Conselho de Saúde do Distrito de Manukau, Peter Watson, disse que 29 pacientes tiveram 30% dos seus corpos queimados.

      Em outros, as queimaduras atingem 90% do corpo. "O estado da maioria deles é muito grave", afirmou o médico. Em razão dos gases e produtos químicos expelidos pelo vulcão, essas queimaduras exigem cirurgias rápidas. Por isso, a Nova Zelândia pediu aos EUA enxertos de pele e mais curativos.

      Nesta quarta-feira (11), a polícia divulgou nomes e nacionalidades de outras 9 pessoas listadas oficialmente como desaparecidas. Sete são da Austrália e dois da Nova Zelândia.

     As equipes de resgate não puderam retornar à ilha em busca dos corpos porque as condições são muito perigosas e imprevisíveis, com riscos de novas eurpções.

    Em White Island, só é possível chegar de barco e helicóptero. Mesmo assim, era um dos destinos turísticos populares no país. 
         

       



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