PACIENTES RENAIS CRÔNICOS PEDEM AJUDA PARA CONTINUAR VIVOS!

24.2.21 Simone Galib 0 Comments

 

   Os pacientes renais do SUS pedem socorro: com a retirada da isenção do ICMS das clínicas de diálise pelo governo de São Paulo, que existia há 20 anos por convênio nacional, a compra de insumos para a realização do tratamento subiu 18% a partir de janeiro. Isso pode inviabilizar os tratamentos do SUS.

   Se as clínicas fecharem, o doente renal não tem garantia de vida, já que precisa de diálise para eliminar as toxinas do organismo, em substituição ao rim doente.

  O tratamento, que deve ser feito de três a cinco vezes semanalmente, não pode ser interrompido. Hoje, o país tem cerca de 800 clínicas de diálise no país, a maioria conveniada pelo SUS.

  Nos últimos meses foram protocolados quatro pedidos de audiência com o governo do Estado para que o governador João Doria pudesse entender a situação difícil desses pacientes. Mas, não tiveram sucesso.

   Por isso, representantes dos pacientes e das clínicas foram nesta terça-feira (24) à Assembleia Legislativa buscar apoio dos deputados para a causa.

     "Somos mais de 140 mil pacientes renais no país, 90% deles têm seu direito à vida custeado pelo SUS. Com o fim da isenção fiscal, o impacto sobre as clínicas é estimado em R$ 100 milhões", diz Gilson Silva, diretor geral da Abrasrenal (Associação Brasileira de Apoio à Saúde Renal).

    Disse ainda que nunca imaginou viver uma situação tão crítica. 

  "Sentimos medo o tempo todo. Somos grupo de risco da covid, mas precisamos ir a clínica semanalmente. Muitos foram contaminados, muitos morreram. E agora o tratamento que garante a nossa vida está ameaçado", acrescenta.

   Eles também marcaram uma mobilização nacional no Twitter nesta quinta-feira (25), às 9h, pela campanha #dialisenaopodeparar, que vai envolver as principais associações de classe do setor.

   A campanha pela internet é uma forma de garantir a saúde e segurança de pacientes e profissionais de saúde que os atendem.





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