QUARENTENA PODE MATAR MAIS DE 1,7 MILHÃO DE PESSOAS POR DIABETES!

27.4.21 Simone Galib 0 Comments

    Mais de um ano de quarentena: qual o saldo desse confinamento em nosso cotidiano e, principalmente, na saúde? O mundo não gira somente em torno do coronavírus. Várias outras questões preocupam os médicos, entre elas as consequências nocivas de uma vida sedentária.

   Especialistas estimam que a redução do nível de atividade física, observada nos primeiros meses de quarentena, pode causar aumento acima de 11 milhões nos novos casos de diabetes tipo 2, matando mais de 1,7 milhão de pessoas.    

  Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) publicaram um artigo na revista Frontiers in Endocrinology, onde mostram que o confinamento aumentou a vida sendentária e piorou a qualidade da alimentação. Algo preocupante a longo prazo. 

  O estudo é baseado em dados de um levantamento online feito por 35 instituições de pesquisa de vários continentes.

   Números preliminares mostram que nos primeiros meses de isolamento, houve redução de 35%  nas atividades físicas e aumento de 28,6% nos comportamentos sedentários que significam muito mais tempo sentados e maior ingestão de alimentos não saudáveis.

   Antes da pandemia, em 2019, estudos já mostravam que a falta de atividades respondia por cerca de 33 milhões de casos de diabetes tipo 2. Em 2018, foram 5,3 milhões de mortes.

  Adultos entre 18 e 64 anos devem praticar por semana pelo menos 150 minutos de exercício aeróbico moderado ou 75 de alta intensidade, diz a OMS.

 O QUE FAZER?

  O cirurgião Marcelo Eckert Zanoni, da Sociedade de Angiologia e Cirurgia Vascular, dá algumas dicas para preservar a saúde na quarentena.

  Mexa-se, sempre: se você trabalha sentado, a cada meia hora realize qualquer atividade leve, de dois a cinco minutos, como andar pela casa, subir e descer escadas.

  Alimentação: evite pratos prontos. Dedique-se pelo menos uma vez por semana a cozinhar refeições frescas, balanceadas com vitaminas e proteínas

  Use meias de compressão graduada: elas trazem bem-estar e ajudam no direcionamento correto do fluxo venoso e linfático de volta ao coração, o que melhora a circulação, sensação de peso nas pernas e inchaços.

















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