O QUE OS EUA FARÃO SOBRE O PEDIDO DE SOCORRO DE CUBA?

13.7.21 Simone Galib 0 Comments

    Os protestos históricos pró-democracia em Cuba do último domingo (11), independente dos desdobramentos, já são um divisor de águas na política do país com os Estados Unidos. E o que acontecerá daqui para a frente foi um dos assuntos mais comentados entre os americanos. 

  Nesta segunda-feira (12), dezenas de pessoas voltaram a se manifestar em frente ao restaurante Versalhes, em Little Havana, reduto dos cubanos em Miami, que também foi palco de manifestações no domingo.   

   O prefeito de Miami, Francis Suarez, disse que os protestos do dia anterior foram "um levante espontâneo nunca visto nos últimos 60 anos e que se espalhou por mais de uma dúzia de cidades da ilha", acrescentando que os EUA e a comunidade devem fazer algo agora."

REAÇÃO DOS LÍDERES

   O governo comunista de Cuba atribuiu a grave crise às sanções impostas pelos EUA durante a gestão Trump. 

   Ocorre que desde o início do governo Biden não houve nenhuma mudança em relação a isso. Segundo a imprensa americana, em março a Casa Branca reconheceu que não era uma das principais prioridades de sua gestão.

   Mas, os protestos contra o regime e a liberdade colocam agora Joe Biden no centro do debate.

   Nesta segunda-feira (12), os parlamentares republicanos do sul da Flórida pediram a Biden que não alterasse nenhuma das mudanças feitas pelo ex-presidente Donald Trump.

  Já alguns democratas solicitaram o fim do antigo embargo, demonstrando preocupação com o potencial de intervenção dos EUA em resposta aos protestos.

  Nada mudou desde que Trump, pouco antes de deixar o cargo, listou Cuba entre os Estados acusados de patrocinar o terrorismo, impondo sanções comerciais.

  Biden manifestou no Twitter apoio ao povo cubano:

"Estamos ao lado do povo cubano enquanto ele corajosamente afirma seus direitos fundamentais e universais e quando todos clamam por liberdade e alívio das trágicas garras da pandemia e das décadas de repressão e sofrimento econômico."

  Nos comentários da postagem, alguns americanos criticaram o fato de o presidente inserir "as trágicas garras da pandemia" no contexto da mensagem.

  "Este é um tweet rídículo. Pessoas em #Cuba estão protestando contra 62 anos de socialismo, mentiras, tirania e miséria, e não expressando preocupação com o aumento de casos/mortes de COVID", escreveu o senador da Flórida Marco Rubio no Twitter.

   O ex-presidente Donald Trump também divulgou uma nota em apoio ao movimento:

  "Estou 100% com o povo cubano em sua luta pela liberdade. O governo deve deixá-los falar e ser livres! Joe Biden deve enfrentar o regime comunista ou - a história se lembrará. O povo cubano merece a liberdade e os direitos humanos! Eles não têm medo."  

 

 

  





 






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