DOSE DE REFORÇO DA VACINA? PESQUISADORES NÃO RECOMENDAM AGORA!

3.10.21 Simone Galib 0 Comments

    O reforço da vacina contra a covid-19 seria mesmo necessário agora? Para pesquisadores internacionais, que assinaram artigo recente no jornal científico Lancet, as evidências disponíveis mostram que não, porque as vacinas são eficazes contra a variante Delta e que "doses de reforço prejudicam a confiança geral" nas mesmas.

  Partindo desse princípio, os pesquisadores dizem que "os alardeados indicadores da redução da imunidade (queda dos níveis de anticorpos) não indicam necessariamente que a vacina se torne menos eficaz com o tempo".

   Os cientistas - entre eles especialistas da Food and Drug Administration e da OMS - enfatizaram que as campanhas de reforço minam a confiança na vacina e as mensagens de saúde pública sobre a importância de ser vacinado, "principalmente se os reforços forem usados apenas para um tipo de vacina".

  Eles observaram ainda que há a possibilidade de "reações adversas significativas" se os reforços forem administrados antes da hora ou com muita frequência", o que poderia minar ainda mais a confiança nas vacinas.

  Para esses especialistas, é mais importante agora imunizar os que ainda não receberam nenhuma vacina, como muitos países mais pobres que ainda não conseguiram vacinar até mesmo os mais vulneráveis. 

 "Mesmo que algum ganho possa ser obtido no final das campanhas de reforço, não superará os benefícios de proteger os não vacinados", afirmam.

   No artigo, os cientistas afirmam que "os não vacinados ainda são os principais responsáveis pela transmissão e eles correm maior risco de contrair doenças graves".

   Sobre o aumento de casos em países com grande parte da população vacinada, como nos EUA, os cientistas dizem que isso seria esperado mesmo que não houvesse queda na eficácia da vacina "pela mudança de comportamento das pessoas totalmente vacinadas".

  Embora os pesquisadores não recomendam o reforço agora, por falta de evidências, reconhecem que podem ser necessários em algum momento futuro, caso surja nova variante evasiva da vacina ou se a imunidade desaparecer com o tempo.  

   









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