ESTARIA A PANDEMIA CHEGANDO AO FIM NO BRASIL? MÉDICO RESPONDE!

10.11.21 Simone Galib 0 Comments

    Foram quase dois anos de muita luta contra a covid-19, mas no Brasil a pandemia pode estar se aproximando do fim. Calma, que ainda não dá para comemorar. É preciso manter a cautela e retomar a rotina com planejamento. 

   Quem diz isso é o médico geneticista David Schlesinger, CEO do laboratório Mendelics, que atuou ativamente no sequenciamento do vírus. Ele acredita que estamos perto de dar um "adeus pandemia, bem-vindos à endemia".

  Porém, segundo ele, ainda não é hora de relaxar completamente as medidas de restrição. O ideal é que a 75% da população esteja totalmente vacinada, o que ainda não aconteceu.

  Aqui temos mais de 55% da população completamente vacinada e 75% com pelo menos uma dose. O ideal é vacinar totalmente pelo menos 70% da população para alcançar imunidade coletiva e retomar a rotina de forma mais segura. 

    Mesmo assim, os números do país são positivos. O Brasil teve na última semana a menor média móvel de mortes diárias desde abril de 2020: foram 186 óbitos e 15,8 mil casos da doença no último dia 3 de novembro. A pandemia ceifou mais de 609 mil vidas e infectou quase 22 milhões de brasileiros.

   A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia de covid-19 em março de 2020, quando já haviam sido registrados 118 mil casos em 114 países.

  Desde então, esse número subiu para mais de 246 milhões de casos em mais de 200 países. 

COMO A PANDEMIA ACABA?

  Segundo a OMS, após a fase pandêmica, passaremos por uma fase de queda de transmissão do vírus e a transmissão deve ser sazonal.

  O médico explica que o vírus passa a ser transmitido em alta escala somente em algumas épocas do ano, geralmente no inverno, como costuma acontecer com a gripe (influenza), o que caracteriza a endemia. 

  Isso acontece porque as pessoas tendem a ficar em locais fechados e com pouca ventilação. 

   "A tendência é que a covid-19 se torne uma infecção endêmica, com o aumento do número de casos durante o inverno, mas com picos bem abaixo do que vimos nesses dois anos iniciais", afirma.

  Durante uma endemia, as pessoas passam a conviver com a doença e as campanhas para enfrentá-la podem ser melhor planejadas, como a gripe, no inverno, e a dengue, no verão brasileiro.

 "Vamos conviver com a covid-19 por muito tempo ainda, e vamos precisar nos vacinar com uma certa frequência, mas tudo indica que ela não será uma ameaça tão grande nos próximos anos", observa.
QUANDO A VIDA VOLTA AO NORMAL?
 
  Segundo o médico, o fim da pandemia depende de vários fatores, como alta cobertura de vacinas, distanciamento social, evitando aglomerações, locais lotados e com má ventilação, mesmo com a redução do número de casos. 
 
   Schlesinger afirma ainda que o uso de máscara é importante, especialmente em locais em que a pessoa esteja exposta a agentes infecciosos, como no transporte público e hospitais, inclusive pós pandemia.

    Para ele, a vacinação em campanhas anuais associada a medidas de proteção são ainda as melhores formas de controlar a covid, assim como outras doenças infecciosas, como tuberculose e caxumba. 

   A testagem da população também é importante pós pandemia para controlar os vírus que estejam circulando e identificar eventuais surtos.

   Perguntado sobre o retorno de algumas atividades, como Carnaval, volta às aulas e outros eventos, ele diz:
  "Aos poucos, o esperado é que as atividades cotidianas voltem a acontecer, mas isso deve ser feito de uma maneira responsável, com planejamento."

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