O DRAMA DOS PILOTOS DA CATHAY PACIFIC: ESTRESSE, CAMPOS DE QUARENTENAS E DEMISSÕES!

26.11.21 Simone Galib 0 Comments

    A Cathay Pacific, uma das maiores companhias aéreas da Ásia, enfrenta problemas sérios com seus pilotos: eles dizem que a política de covid zero, com regras rígidas de quarentena em Hong Kong, colocam em risco sua saúde mental, além de provocar estresse e demissões.

 Segundo a Reuters, três pilotos foram demitidos na semana passada por deixarem seus quartos de hotel durante escala em Frankfurt e depois testaram positivo.

  A reação do governo foi trancar mais de 270 pessoas, incluindo crianças em idade escolar ligadas às suas famílias, em minúsculos alojamentos em um campo de quarentena estadual.

 Alguns declararam-se inaptos para voar após a liberação. Todos eles estão vacinados e muito revoltados.

  Outros pilotos da empresa aérea contaram à Reuters que as demissões aumentaram um ano depois que muitos tiveram seus salários permanentemente cortados em até 58%.

  A Cathay reconheceu, em um comunicado, que as demissões de pilotos aumentaram além dos níveis normais desde o final de outubro, diz a Reuteurs.

ALTO RISCO

  O governo de Hong Kong lista vários destinos, incluindo EUA e Grã-Bretanha, como de "alto risco".

  Assim, os pilotos da Cathay que voam com passageiros procedentes desses países estão sujeitos a duas semanas de quarentena em hotéis. 

  Para resolver a questão, a companhia implantou escalas de "circuito fechado" de forma voluntária em fevereiro.

  Os que aceitavam deveriam ficar cinco semanas consecutivas trancadas em quartos de hotel sem acesso ao ar fresco ou academia e depois passavam duas semanas de folga em casa.

  Alguns pilotos dizem que aceitaram as condições para ganhar um dinheiro extra visto que seus salários foram cortados pela metade. Eles revelam que há profissionais hoje em seu 5º ou 6º ciclo fechado.

  A Cathay informou que alguns voos de chegada durante dezembro, pico da temporada, seriam cancelados e indicou a falta de voluntários.

  Os profissionais temem ainda novas demissões em 2022, quando acabarem os benefícios provisórios de moradia e educação. 

  A companhia disse que contratará "centenas" de novos pilotos e que reiniciará seu programa de cadetes no próximo ano.






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